Sem luz e água, Biblioteca Popular padece por falta de estrutura

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Texto de Bruna Kobus

As poucas prateleiras, tortas, num estilo Oscar Niemeyer – apelidado pelos voluntários – sustenta cerca de 5 mil títulos. Todos de doação, parte da Universidade Federal do Paraná (UFPR) ou por quem ajuda na Biblioteca Popular, que fica em uma casa ocupada na Vila dos Ferroviários em União da Vitória. O espaço é um encontro entre literatura e discussões de frentes sociais da juventude. A Biblioteca está por conta da UJS, UNES e UMES, que colocam voluntários em certos momentos do dia para cuidar do lugar. “A juventude vem aqui, corta grama, limpa as estantes, organiza”, conta o Paulo Cesar Pires do Prado, um dos voluntários e representante da UJS.

Paulo está nessa história desde o início, em setembro de 2013, quando a Administração de União da Vitória iria realocar cerca de 40 famílias que moram na Vila para conjuntos habitacionais. Na época a explicação para a desocupação era que a Rede Ferroviária, quando parou com as atividades e passou para a União, ficou devendo ao município R$ 1 milhão em impostos. Segundo a diretora-presidente da Companhia de Desenvolvimento de Habitação (Ciahab), Marilda Machnicki, em entrevista ao O Comércio ainda na época, a área é legalmente da prefeitura e que em 2001, um ano depois do fechamento da Rede, a prefeitura completou o valor dos impostos.

Ainda segundo a diretora da Ciahab, havia um projeto para o local que previa a construção do Centro Cívico. No lugar das casas, a construção do novo Fórum, ampliação de entidades de ensino, construção da Câmara de Vereadores, Associação Comercial e a exploração imobiliária. Do outro lado, famílias e a união da força da juventude, que brigaram pelo espaço, afirmam que a única intenção da Administração era desocupar para verticalizar. “Eles iam retirar as pessoas de suas casas para destruir e construir outras casas para vender”, dispara Paulo.

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‘Por que não escrever?’, diz menina que fez livro autêntico aos 6 anos

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Foto: Clara Rios/G1

Enquanto algumas crianças sonham com uma bola de futebol, uma boneca ou uma bicicleta de presente, Bruna Hellmeister, de Campinas (SP), brilha os olhos ao ver um livro. A garota de 8 anos tem uma biblioteca particular no quarto e já teve a oportunidade de escrever a própria obra, quando tinha apenas 6 anos.

“Eu sempre gostei de ler e escrever e aí eu pensei: Ué, por que não escrever um livro? Eu peguei meu tablet e aí meu pai estava junto. Aí eu falava e ele escrevia”, conta a menina, que tem o hábito de ler até cinco livros por semana, segundo o pai.

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Em 15 anos, número de livrarias cai e o de bibliotecas sobe no Brasil

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Por Robson Sales

A proporção de cidades com livrarias diminuiu nos últimos 15 anos, segundo o suplemento de cultura do Perfil dos Estados e Municípios Brasileiros, divulgado nesta segunda-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 1999, 35,5% dos municípios do país informaram possuir pelo menos uma livraria; em 2014, esse percentual caiu 27,4%.

Segundo o ministro da Cultura, Juca Ferreira, os dados do estudo indicam que “é impressionante o grau de exclusão [cultural], acessibilidade às artes”. O suplemento de cultura foi produzido pelo IBGE em parceria com o Ministério da Cultura.

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32ª Bienal de São Paulo já tem data definida para 2016

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Com o título “Incerteza Viva”

Com o título “Incerteza Viva“, a 32ª Bienal de São Paulo já tem data marcada para acontecer em 2016. Com estreia marcada para 10 de setembro no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, esta edição do evento busca refletir sobre as atuais condições da vida e sobre as estratégias oferecidas pela arte contemporânea para acolher ou habitar incertezas.

Até agora, já foram confirmados 54 artistas que apresentarão seus trabalhos na Bienal, o que corresponde a 60% do total de participantes. O anúncio foi feito na manhã desta terça, dia 8, por  Luis Terepins, presidente da Fundação Bienal de São Paulo, e Jochen Volz, curador da 32° Bienal.

Fonte: Catraca Livre

Grupo pede doações de livros para inaugurar biblioteca comunitária em Várzea Grande

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Por Isabela Mercuri

Uma biblioteca comunitária está em construção no bairro Santa Maria, em Várzea Grande, e a organização está em busca de doadores de livros para terminá-la e fazer a inauguração no próximo dia 15 de dezembro. O espaço para a ‘Biblioteca Comunitária Maria de Nazaré’ já existe, só precisa ser reformado: “No bairro tem muitos jovens que estão nas drogas, perdidos. Nós ganhamos este espaço e queremos fazer a biblioteca para a juventude”, explica um dos idealizadores, Jivago Vinícius Brito.

O grupo já recebeu cerca de 500 livros e até mesmo um ar condicionado, mas precisam de mais: “Pedimos qualquer livro, mas de preferência de literatura brasileira e infantis”, afirma Jivago.

As doações devem ser entregues na Associação Espírita Paulo de Tarso, na Avenida São Sebastião, 402, bairro Cidade Alta em Cuiabá. Para mais informações, ligue (65) 3637-6464 ou (65) 8404-9496, ou acesse a FAN PAGE da biblioteca.

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O livro de papel resiste à avalanche digital

Por:  Guillermo Altares

O armazém do gigante editorial Penguin Random House nos arredores de Barcelona despacha em média 1,5 milhão de livros de papel por mês. A Amazon, império das compras via Internet, mantém perto de Madri um estoque de 583.000 títulos de livros físicos, um número que não para de crescer. Com esses dados fica claro que o Farenheit 451 que anunciava a morte do papel como formato de leitura não aconteceu. Entretanto, tampouco se sustenta o contrário: que os e-books se tornaram irrelevantes e que os aparelhos de leitura digital também cairão no esquecimento, a exemplo do que aconteceu com os videocassetes.

O panorama descrito pelas cifras e pelos profissionais do setor é híbrido – um mundo onde convivem o formato clássico e o digital, com fenômenos importantes, ainda muito difíceis de captar pelas estatísticas, como a autoedição e os serviços de assinatura de e-books com tarifa fixa, e com um mercado digital imenso que inclui a América Latina e os Estados Unidos.

“Não dá a impressão de que o livro digital irá acabar com o papel, que tem um piso”, resume José Pascal Marco Martínez, diretor-geral do livro no Ministério de Educação, Cultura e Esportes da Espanha. “Mas o livro digital continua crescendo”, prossegue. “A realidade é que não falei com ninguém sobre e-books na Feira de Frankfurt”, diz, por sua vez, Paula Canal, da Anagrama, uma das editoras espanholas com mais leitores fiéis. “Tive centenas de conversas sobre como são bonitas as capas da X e as edições da Y. Os editores jovens, brilhantes e promissores fazem os livros mais lindos, e não se preocupam com os e-books.” Javier Celaya, consultor, responsável pelo blog Dosdoce e autor de vários estudos sobre o livro digital, diverge. “Estamos a meio caminho. Como setor eu me preocuparia com o não crescimento da demanda digital, que será uma forma de crescer. São potenciais leitores que estão escapando por outras vias, como os aplicativos para celulares, os conteúdos abertos de alta qualidade e a autoedição.”

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Feliz Dia Nacional do Livro

Bibliotecas de São Paulo e Parque Villa-Lobos oferecem programação com escritores e companhias de contação de histórias
O dia 29 de outubro será especial para as Bibliotecas de São Paulo e Parque Villa-Lobos, instituições da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. Nesse dia, é comemorado o Dia Nacional do Livro. A data foi escolhida por marcar a fundação da primeira biblioteca do Brasil, a Biblioteca Nacional do Livro, em 1810. As bibliotecas prepararam uma programação especial para comemorar a data. Confiram:
Para conferir todos os horários, programas e mais informações, acesse o site oficial: http://bsp.org.br
Para conferir todos os horários, programas e mais informações, acesse o site oficial: http://bvl.org.br
Fonte: SEGS